sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Carlos Brandão recebe comitiva do Acre e conhece projeto para potencializar piscicultura do Maranhão

“Visitei o projeto e se trata de uma iniciativa viável para ser implantada aqui. O Maranhão tem todas as possibilidades para desenvolvê-lo”, garantiu o governador em exercício, Carlos Brandão, sobre o projeto ‘Peixes da Amazônia/Projeto Pacu’. O projeto é uma ação pioneira na área da piscicultura, desenvolvida no estado do Acre, cuja proposta foi apresentada a autoridades maranhenses, em solenidade, nesta quinta-feira (7), no Palácio dos Leões, em São Luís. Apoiado em uma parceria formada pelos setores público, privado e comunitário, o projeto acreano engloba o envolvimento do criador de peixes, ao beneficiamento do produto e à comercialização.

Na solenidade foi discutida a proposta de implantação do projeto em comunidades pesqueiras maranhenses. “Tudo será bem estudado e planejado para que tenhamos desenvolvimento pleno com a qualificação da atividade, aumento da renda das comunidades e a geração de muitos empregos”, disse Brandão. O governador em exercício ressaltou os esforços do governo Flávio Dino para desenvolver o setor, e lembrou um exemplo de sucesso no estado, o projeto Itans, no município de Matinha, um dos mais promissores do Maranhão. A intenção, segundo ele, é levar a experiência do ‘Peixes da Amazônia’ às comunidades de piscicultores locais e avaliar formas de sua implantação, considerando a realidade produtiva e os negócios já estabelecidos no setor.

Sobre isso, o secretário adjunto de Estado da Pesca e Aquicultura (Sepaq), Luís Cláudio Moraes destacou as potencialidades do estado. “Temos todo o potencial para transformar essa atividade em riqueza para quem produz e para a economia do Maranhão. Essa reunião vai selar o início de uma frutífera parceria”, ressaltou. Ele enumerou ações nesta área executadas no primeiro ano da gestão Flávio Dino como a criação de peixes em tanques-rede e de ostras no município de Humberto de Campos e de uma fábrica de beneficiamento de pescados em Araioses.

Durante a solenidade, técnicos responsáveis pelo programa fizeram a explanação pontuando os resultados alcançados, com a apresentação de vídeo e palestras. O diretor e consultor técnico do projeto, Jaime Brum, enumerou as vantagens do Maranhão, quanto à estrutura e logística. Em sua avaliação, o estado possui todas as capacidades para desenvolver o projeto. “O Maranhão tem condições tanto para a criação de peixes de água doce, quanto salgada. Também tem uma produção de grãos bastante expressiva e uma estrutura de logística muito boa com ferrovias e porto. Tem tudo para crescer nesse setor”, afirmou Jaime Brum.

O diretor-presidente da Agência Negócios do Acre, Inácio Moreira Neto, responsável pelo projeto, destacou que o diferencial foi a junção do pequeno, médio e grande produtor pesqueiro na parceria com a iniciativa privada, gestão pública e comunidades. “Essa estratégia pode ser aplicada em todas as regiões que venham a executar o projeto e terão o alcance positivo que conseguimos”, avaliou.

O secretário de Estado de Agricultura Familiar, Adelmo Soares, pontuou a troca de experiência como o principal ponto deste projeto. “Trazer essa iniciativa do Acre para o Maranhão, por iniciativa do governo Flávio Dino, mostra que estamos no caminho certo para elevar a atividade neste setor”.

Para o secretário de Estado de Trabalho e Economia Solidária (Setres), Julião Amim, o Maranhão já possui a vocação pesqueira por suas condições geográficas, mas não era adequadamente explorada. “O que faltou, ao longo dos anos, foi uma atenção especial para este setor. No governo Flávio Dino é priorizada a produção de consumo interno e a exportação”. Julião Amim afirmou que, por meio da parceria técnica, é possível potencializar a atividade, impulsionar todas as cadeias produtivas correlatas e gerar emprego e renda.

O anúncio da implantação do projeto no estado trouxe esperança e motivou produtores e representantes de comunidades pesqueiras presentes à reunião. Com essa iniciativa, eles esperam o crescimento da produção e a inclusão de novas formas de aproveitamento do produto. “Vamos levar daqui mais conhecimento e ideias de técnicas para aplicar na nossa atividade”, ressaltou o presidente da Associação de Produtores Rurais da Piscicultura e Pesca Artesanal do Povoado Itans (APPI), em Matinha, Elizeu Gomes Silva.
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