quinta-feira, 19 de maio de 2016

“Audiência de Custódia serve apenas para proteger bandido”, diz vereadorRildo Amaral

Imperatriz - A implementação da chamada “Audiência de Custódia” pelo Poder Judiciário tem custado caro ao povo de Imperatriz, segundo observou ontem o vereador Rildo Amaral, ao se pronunciar na tribuna “Freitas Filho”, da Câmara Municipal.
Ele reconheceu o trabalho e esforço das polícias Civil e Militar na desarticulação de quadrilhas e criminosos, porém acabam sendo beneficiados pelo novo procedimento que visa no prazo de 24 horas para os juízes ouvirem as pessoas que foram presas em flagrante.
De acordo com a nova regra, os juízes podem avaliar se é necessário manter a pessoa presa, se pode sair mediante fiança, se cabe uma medida punitiva de caráter educativo –como, por exemplo, tornozeleiras eletrônicas – ou até mesmo se deve ficar em liberdade, por não ter sua prisão justificada.
“Existem cerca de 50 vagabundos (ladrões) que são presos quase toda semana pelas polícias em Imperatriz”, disse ele, ao citar que participa de um grupo (whatsapp) que participam advogados, juízes, promotores, policiais e sociedade civil e chegou a ser avisado que tinham homens em um carro estacionado em um ponto da cidade se preparando para realizar um assalto.
“E não demorou meia hora esses homens assaltaram uma churrascaria, e logo depois continuaram a fazer novos assaltos, porém acabaram sendo presos pela Polícia Militar”, frisa ele, ao relatar que os conduzidos eram reincidentes nesta prática de delito.
Rildo Amaral lembrou ainda o caso ocorrido nesta semana em que um segurança de um supermercado foi preso ao descobrir um homem roubando desodorantes e uísques. O suspeito ainda chegou à delegacia apresentando documento falso, mesmo assim foi liberado pela Justiça. “O suspeito denunciou o segurança no Ministério Público, que acabou sendo preso”, disse.
“O que a polícia está fazendo é simplesmente enxugar gelo em Imperatriz, pois quem tem direito aqui não é quem trabalha, mas o quem é bandido, ladrão e vagabundo. A sociedade não pode se aprisionar em casa com medo desses elementos”, dispara.
REFLEXÃO – O vereador espera que os juízes, promotores e as pessoas de bem de nossa cidade aprendam ouvir as ruas e que não fiquem apenas nos gabinetes, achando que nunca serão vítimas. “Lamento muito a postura, lamento muito que a população esteja passando por isso e reconheço o trabalho das policiais Civil e Militar”, concluiu.
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