quarta-feira, 11 de maio de 2016

Só restam ao deputado Waldir Maranhão uma filiação ao PCdoB e uma secretaria no governo de Flávio Dino

Do Aquilesemi-Na última quinta-feira (06), o deputado Waldir Maranhão (PP-MA) pediu aos líderes partidários na Câmara Federal tempo para "ter uma conversa com Deus" antes de tomar qualquer medida, guindado que havia sido à presidência da Casa. Muitos imaginavam que ele estava se referindo ao ser Supremo quando disse eu queria se aconselhar - "só e eu e Ele" - porém pegou um avião em veio para o Maranhão pedir orientação ao governador Flávio Dino (PCdoB) e voltou a Brasília com o espírito do capeta: anulou as sessões da Câmara que definiram a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma, mas depois, temendo as consequências do seu ato, resolveu ele próprio revogar a medida, que havia sido ignorada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e que seria (ou será) anulada em sessão convocada à sua revelia para esta terça-feira (10).

Tudo indica que Waldir Maranhão, por seguir os ensinamentos jurídicos de Flávio Dino e do advogado geral da União, José Eduardo Cardozo, vai ficar sem partido (o PP já prepara sua expulsão) e sem mandato (uma denúncia contra ele já foi protocolada no Conselho de Ética), portanto só lhe resta agora pedir filiação ao PCdoB e um cargo na equipe do governador maranhense (de preferência no primeiro escalão), que certamente não criará obstáculos, pois, afinal de contas, virou, de uma hora para outra, um dos homens mais capazes e leais, portanto enquadra-se perfeitamente no perfil dos novos comunistas maranhenses, a exemplo de Ana do Gás, Levi Pontes e outros.

Waldir é de maior, certamente sabe o que faz, mas, convenhamos, foi jogado nesta confusão pelo governador Flávio Dino e o articulador político deste, o grande estrategista Márcio Jerry, que na noite da sexta-feira 16 de abril, véspera da votação do impeachment na Câmara, o convenceram a mudar de posição, e assim passou para o time dos contra o impedimento de Dilma. O resultado, todos sabem, e o Brasil ainda assistiu ao seu patético voto, em que jurou lealdade ao ex-presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado pelo Supremo Tribunal Federal. Guindado à presidência, novamente foi colocado no olho do furacão pelo governador do Maranhão, que o convenceu, do alto de sua sapiência em Direito Constitucional, a anular a decisão do plenário para salvar Dilma, que também caiu no ridículo ao comemorar a decisão do nobre deputado quando fazia mais um ato com características de comício no Palácio dos Planalto.
Além da própria pele, Waldir Maranhão quer salvar agora os que indicou para cargos no governo federal, como a superintendência do Iphan no Maranhão e outros, mas pelo menos o filho, Thiago Maranhão, já foi para a guilhotina, depois de anos e anos recebendo do TCE-MA R$ 7,5 mil, sem nunca trabalhar no órgão, já que reside em São Paulo. Que "Deus" tenha piedade dele e lhe dê abrigo partidário e um emprego!
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