terça-feira, 15 de novembro de 2016

Homologada prisão preventiva de Lucas Porto

A juíza Andrea Maia, responsável pela Central de Inquéritos, homologou, nesta segunda-feira (14), a prisão preventiva de Lucas Leite Ribeiro Porto, acusado de ter assassinado, por asfixia, sua cunhada, a publicitária Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto, de 33 anos, sobrinha-neta do ex-presidente da República e ex-senador José Sarney.

A defesa do acusado tentou, durante a audiência de custódia, relaxar a prisão, com a alegação de que não constam nos autos as imagens do circuito de TV onde a vítima morava.

As gravações mostram que o único adulto a estar no local do crime foi o acusado, onde permaneceu por cerca de 40 minutos. Após o suposto crime, Lucas Porto utilizou as escadas para se evadir do local.

A magistrada manteve a prisão, sob o argumento de que o acusado confirmou ter estado no local do crime. Segundo a juíza, a relação de proximidade entre Lucas e Mariana e a possibilidade de que, sendo parente da família da vítima, podendo desta forma agir para intimida-las e atrapalhar as investigações, reforçam a necessidade da manutenção da prisão.

Lucas Porto é apontado pela polícia como o principal suspeito pelo crime, e está sendo investigado porque aparece duas vezes em imagens do sistema de câmeras do condomínio onde a vítima morava, no Turu. Em uma das ocasiões ele é visto descendo as escadas.

Imagens das câmeras de segurança mostram que Lucas Porto esteve duas vezes no prédio. Na primeira vez, deixou as filhas de Mariana. Na segunda, subiu, passou cerca de 40 minutos no apartamento dela e saiu de lá apressadamente, não pelo elevador, mas pelas escadas do prédio.

“Lucas Porto é a única pessoa, o único adulto, que está presente no apartamento da vítima entre as 15h e as 16h. Esse horário foi apontado na necrópsia como sendo o horário em que a vítima foi assassinada”, declarou o delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Lawrence Melo.

Aparece o senhor Lucas chegando ao local, apertando o 9º andar no elevador, se dirigindo para o apartamento da vítima e meia hora, 40 minutos, depois ele sai desse apartamento correndo, bastante nervoso, suado, com o rosto mesmo transtornado, a roupa bagunçada e, ao invés de usar o elevador, desce correndo pelas escadas”, completou.

Do Jornal Pequeno.
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