sábado, 7 de janeiro de 2017

Andrea Murad denunciou seis aluguéis suspeitos no governo Flávio Dino

A deputada estadual Andrea Murad (PMDB) identificou, ainda em 2015, pelo menos seis endereços de imóveis alugados pelo governo Flávio Dino (PCdoB) com valores acima do mercado. Todos esses aluguéis foram publicados no Diário Oficial e denunciados pela parlamentar na época.

Os caso voltam à tona em meio à denúncia de que o Executivo alugou um imóvel de um de um filiado ao PCdoB, Jean Carlos Oliveira, para abrigar menores infratores na Aurora (saiba mais).

Entre os mais escandalosos, segundo a peemedebista, estão os prédios de R$ 135 mil da Vigilância em Saúde e o de R$ 20 mil por mês para as sedes da SETUR e do Batalhão de Bombeiros Marítimos. Nos dois últimos casos, os proprietários teriam ligações com outros contratos dentro do próprio governo.

“Um escândalo e isso não vem de hoje. Quando denunciamos as novas sedes da SETUR e do Bombeiros Marítimos comprovamos que o imóvel da Secretaria de Turismo pertence a C A MALLMANN que também ganhou uma licitação na comunicação de Márcio Jerry e que no processo licitatório ainda deu o endereço da sua empresa privada sendo a mesma sede da então SETUR. Tá tudo em casa no governo Flávio Dino. Já a casa dos Bombeiros Marítimos, na época fizemos uma pesquisa de mercado, o governo alugou um imóvel por R$ 20.000,00 por mês na avenida Litorânea e nós encontramos uma casa bem maior, com mais compartimentos, no valor R$ 7.000,00. O que Flávio Dino alugou está bem acima do valor de mercado. E o mais grave, essa casa escolhida pelo governo pertence a Alexandre Brandão, casado com Mariana Sá Valle, dona de escritório de advocacia que foi contratado também por dispensa em outro órgão do estado. É um verdadeiro cruzamento de benefícios aos aliados de Flávio Dino e Márcio Jerry”, explica a deputada.

Outro exemplo citado pela parlamentar é o do aluguel de um prédio na avenida dos Holandeses, área mais cara de São Luís, no valor de R$ 135 mil por mês, onde funciona apenas a Vigilância em Saúde. Mesmo depois de um ano e mais de R$ 1 milhão pago ao proprietário, a deputada denunciou que o prédio estava inacabado, não comportava todos os funcionários, apresentava problemas no cabeamento de energia, o elevador não funcionava e o estacionamento era insuficiente para abrigar os mais de 100 carros do órgão.

“A antiga sede da Vigilância em Saúde, que ficava na Alemanha, custava aos cofres públicos R$ 30 mil reais e comportava todos. Nesta nova sede lembro que denunciei que os funcionários faziam rodízio para trabalhar porque não cabiam todos no mesmo espaço, estrutura inacabada, esgoto entupido, elevador se funcionar e o governo ainda estava gastando mais de R$ 1milhão de novo cabeamento para internet. É uma vergonha, é uma imoralidade essa farra de aluguéis. Ainda em 2015 eu enviei ofício à Secretaria de Estado da Transparência e Controle que até hoje nunca tomou qualquer providências sobre os vários contratos irregulares que identificamos e denunciamos”, relembra Andrea.
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