domingo, 8 de janeiro de 2017

"Um governador e um dilema": debate sobre sucessão estadual é antecipado no Maranhão

 "Elson Araujo"...
Os diversos grupos e nomes se movimentam de olho em 2018


Se por um lado o PC do B do Maranhão garante que o governador Flávio Dino vai pra reeleição, e por conta disso até tratou de antecipar o debate, na outra banda, o nacional, o tem como um dos nomes da legenda para disputar a Presidência da República em 2018. Pelo menos é o que deixou bem claro no final de 2016 a presidente nacional do PC do B a deputada Luciana Santos (PE) em entrevista ao argentino jornal El País.


Conforme a publicação portenha, citando Luciana, - o governador ainda ficou de se posicionar sobre o assunto perante o partido-


"Neste ambiente de falta de perspectiva, o PCdoB tomou uma definição: lança em março seu candidato à presidência. Ele [Dino] ficou de refletir", declarou a deputada,


Cauteloso, mesmo o PC do B nacional garantindo que vai aguardar sua resposta, o governador na mesma reportagem de El País, declarou que é candidato à reeleição vindo a descartar ,num primeiro momento , a possibilidade de concorrer ao cargo máximo da Republica Federativa do Brasil já em 2018...

"Sou candidato à reeleição se Deus me der vida e saúde. Porque nós temos uma tarefa inconclusa no Estado", disse o governador ao El PAIS.


Na hipótese de Flávio Dino denegar a disputa pela presidência o PC do B teria como alternativas a senadora Vanessa Grazziotin (AM), o ex-ministro Aldo Rebelo e a deputada Jandira Feghali, derrotada na disputa pela Prefeitura do Rio de Janeiro, contudo no caso hipotético de uma disputa interna , a avaliação é que Dino venceria a indicação com tranquilidade.


Movimentação 2018

Com a antecipação pelo PC do B do debate em torno da eleição de 2018, outros grupos começam a se movimentar na mesma direção.

Roseana Sarney (PMDB) -

Aliados da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) já lançaram nas redes sociais até um movimento : “a volta da guerreira”. Roseana parece ter se empolgado tanto com essa movimentação que nas últimas semanas voltou a reaparecer no noticiário estadual. Já se reuniu com os prefeitos eleitos e reeleitos pelo seu partido, entre eles o de Imperatriz delegado Assis Ramos, e mais recentemente, já no início de Janeiro, mereceu notas em jornais e blogs depois de receber se reunir com o ministro dos transportes, portos e aviação civil Maurício Quintela que teria vindo ao Estado vistoriar obras iniciadas ainda no governo dela.
ROBERTO ROCHA(PSB)

Com a tranquilidade de lutar pela renovação do mandato só em 2022, o senador Roberto Rocha (PSB) também se assanha para ser candidato a governador em 2018. Embora não tenha grupo consolidado o menino de Balsas não esconde de ninguém a intenção de entrar na disputa pelo comando do Estado. Rocha se elegeu senador puxado por Flávio Dino de quem iniciou processo de afastamento logo depois do início do mandato.
Luís Fernando (PSDB)

Presidido pelo governador em exercício Carlos Brandão, por conta da conjuntura nacional, dificilmente o PSDB se manterá na chapa encabeçada pelo PC do B em 2018. A saída para os tucanos maranhenses será partir para uma candidatura própria, ou se aliar a outros grupos que estejam alinhados com o projeto nacional do PSDB de chegar à Presidência da República.

Entre os nomes do PSDB que poderiam se viabilizar para disputar o governo do Estado em 2018 estão o do próprio Carlos Brandão, e o prefeito de São José de Ribamar Luís Fernando, nome defendido pelo ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira.
Marlon Reis (Rede)


Afora os nomes conhecidos e reconhecidos a Rede deve tentar viabilizar um nome para a sucessão de Dino em 2018. Ninguém do comando do partido se pronunciou oficialmente contudo, a movimentação de um dos principais nomes da legenda hoje no Maranhão o ex-juiz de direito Marlon Reis, tacitamente demonstra que o partido vai entrar no jogo.


Certo que a atuação do idealizador da “ficha limpa” é voltada mais para o plano nacional, mas não deixa de ter reflexo no Maranhão. Marlon vem ganhando projeção nacionalmente não só por ter sido o idealizador do projeto da ficha limpa mas por nascer de sua cepa, como advogado do Diretório Nacional da Rede, as principais teses que nos últimos meses têm movimentado o Supremo Tribunal Federal. Uma delas, a que argui que “réus no STF não possam ocupar cargos que estão na linha de substituição do presidente da República.

Se não se encantar pelo Governo do Estado, Marlon tem como opção, sem nenhuma disputa interna, uma possível candidatura para o Senado.
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