terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Luís Brasília – 6 anos de saudade

Jerry Alves- “Hoje (14), faz mais um ano de morte do meu querido amigo Luís Brasília.
Chorei muitas vezes a sua falta nestes anos, escutando canções às quais o lembram muito.
Senti falta de suas ligações na madrugada, da sua loucura/lucidez, D´ele abrir a porta do estúdio da rádio logo cedinho, e já ir emendando: ” – Tira essa música aí… Põe o Chico!”
Você faz uma falta enorme – Bicho Maluco Beleza – e eu gostava de você pra caralho!
Compartilho com vcs aqui o texto que o meu amigo/irmão Demerval Moreno fez à época, e que me tocara muito o coração.
“Quando os amigos partem para sempre”
Ainda tenho medo dessas partidas sem volta. Medo da morte mesmo. É muito difícil para um vivedor inveterado compreender que essa é uma viagem sem volta.
Luís Brasília partiu para um infinito definitivo.
Ele sempre esteve indo. Tava sempre nesse trem que só vai. Embarcou nessa viagem sem volta desde sempre e nunca mais desceu.
Só reclamava de estar sozinho num vagão particular. Como se não fosse para ser assim.
Era uma jornada solitária e incompreensível. Como o era todo o resto também para ele. Afinal, tudo era estranho mesmo. Ele para o mundo, e o cosmos inteiro para ele.
E quando o universo é pequeno demais para um homem, melhor mesmo que pegue essa estrada de luz e parta.
Sentiremos a falta, como sentimos ausência de música no caos, no vazio das promessas, no vácuo das dúvidas…
Ele era uma canção, um poema, um livro… Sei lá o quê!
Ele era uma capital em formato de avião, uma cidade poderosa e frágil. Era brasiliadistritofederal.
Era um homempássaro, um pássaromenino, um bichogente, uma pessoaespírito.
Era palavrasilêncio e pazguerra.
É o que posso dizer de quem não se consegue falar… De quem não se sabe de onde veio, e nem para onde vai. De quem não se sabe sequer o nome.
Ele não tinha DNA, tinha ALMA. Que é a única que fica, enquanto ele parte.
Ela, sua ALMA, ficará por aqui… Por aí… Totalmente inquieta. Senão, não seria de Brasília essa ALMA.”

Gil Santos Sanches, tudo o que você escreveu retrata com muita clareza a personalidade do Brasília, mas especialmente o fato dele não guardar rancor e nem cultivar mágoas. Tinha suas loucuras, às vezes exageradas, mas nada era maior do que seu coração. Sou testemunha disso. Nutri com o BSB uma boa amizade e uma relação de trabalho interessante. Com ele, Tácito, Antonio Filho, Zezé, Wilson Alisson e outros colegas da década de 1990 aprendi a me apaixonar pela tv, pelo texto claro e objetivo, pela forma como imagem e texto formam um conjunto perfeito. Brasília deixou um legado na cultura de Imperatriz, no Faber, no Programa Arte Nativa que depois virou o quadro Arte na Ativa do JMTV. O vi muitas vezes varar a madrugada, nas antigas ilhas de edição (U-matic) para entregar ao telespecatdor um produto final capaz de causar emoção e admiração. Tenho, assim como você e tantos outros, saudades do Luis Brasília.

Edmilson Sanches: (…) Luís não concordava com muita coisa que “rolava” por aqueles tempos e até hoje. Parecia ter a fórmula para salvar, ou, ao menos, melhorar o mundo, o Brasil, o Maranhão, Imperatriz. Acreditava fortemente na Arte. Embriagava-se mais com a Cultura do que com álcool.

Luís Brasília não morreu. Sempre pioneiro, ele apenas foi na frente.

Viva, Brasília!


# Compartilhar: Facebook Twitter Google+ Linkedin Technorati Digg

Galeria de Fotos

 
Copyright © 2013 Blog da Kelly