quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Secretaria Nacional de Juventude lança Mapa da Violência 2016 na Câmara

A Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) lançou, na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), nesta quarta-feira (15/02), o livro Mapa da Violência 2016: homicídios por armas de fogo no Brasil. A cerimônia contou com a presença do Secretário Nacional de Juventude, Assis Filho, do secretário especial substituto do Ministério dos Direitos Humanos, Juvenal Araújo, do representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Jaime Nadal, da Secretária nacional de Politicas para Mulheres, Fátima Pelaes, dos deputados federais, Elisiane Gama (PPS/MA), André Amaral (PMDB/PB), Marinha Roup (PMDB/RO), Jose Nunes (PMDB/TO) e Caboçul (PMDB/AP), de Gestores de Juventude dos Estados, pesquisadores da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), ONU, entre outros.

A publicação analisa a evolução dos homicídios por armas de fogo no Brasil, no período de 1980 a 2014, e revela que o maior número de vítimas é a juventude. “Vamos reconhecer a existência dessa problemática e enfrentar esses dados com políticas de direitos humanos e de juventude”, explicou Assis Filho. O crescimento da letalidade violenta (homicídios por arma de fogo) entre 1980 e 2014, na faixa etária de 15 a 29 anos, foi de 699,5%, e no conjunto da população brasileira foi de 592,8%. “Se tivessem cuidado dos jovens nas últimas décadas não estaríamos nessa situação”.

Os jovens de 15 as 29 anos representam 26% da população total do País e somam 58% das vítimas por armas de fogo. O pico dessas mortes acontece aos 20 anos de idade, quando os homicídios atingem a marca de 67,4 mortes por 100 mil jovens. O secretário especial substituto do Ministério dos Direitos Humanos disse que “é inadmissível que a cada 23 minutos morra um jovem negro no País”.

Plano Juventude Viva

O Secretário Nacional de Juventude, Assis Filho, também anunciou a reativação do Plano Juventude Viva com instrumento de enfrentamento dos números da violência no país contra jovens negros. O Juventude Viva reúne ações de prevenção para reduzir a vulnerabilidade de jovens negros a situações de violência física e simbólica, a partir da criação de oportunidades de inclusão social e autonomia para os jovens entre 15 e 29 anos.

“Os estudos revelam que morreram 2,6 negros a mais que brancos e que, com o Juventude Viva, 133 mil vidas foram poupadas”. Assis Filho garantiu que o Juventude Viva será reativado nos próximos dias, “Precisamos de leis e políticas públicas que mudem a trajetória desses jovens, enfrentem o racismo institucional e revertam à situação de discriminação histórica”, completou.

Os dados do Mapa da Violência revelam que no período compreendido entre 2003 e 2014, o número de homicídios por arma de fogo entre a população branca diminuiu 26,1% e entre a população negra aumentou 46,9%. Em 2003 morreram 71,7% mais negros do que brancos e, em 2014, esse número saltou para 158,9%.
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