b

b

terça-feira, 7 de março de 2017

8 DE MARÇO: MULHERES NAS RUAS CONTRA O MACHISMO E A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Atividades ocorrem no mundo inteiro contra o machismo, todo tipo de violência e pela igualdade de gênero. No Brasil, a pauta agrega ainda a luta contra o ataque aos direitos das mulheres, como o verificado na tentativa de destruição da Previdência.

Neste dia 8, em São Luís, haverá concentração já nas primeiras horas da manhã à entrada da cidade, na BR 135. Além disso, todas e todos devem se concentrar às 15h, na praça Deodoro, quando começará grande ato seguido de passeata que seguirá pelo Centro Histórico da Cidade.

O Fórum Estadual Contra as Reformas prevê atos em dez cidades, com a participação de diversos movimentos sociais e centrais sindicais.

Em Imperatriz, por exemplo, o enfrentamento à violência contra a mulher e as propostas do governo aprovada pelo Congresso Nacional serão pautas para os atos do Dia Internacional de Luta das Mulheres, agregados na chamada Parada Imperatrizense de Mulheres, parceria do Movimento Feminista da Região Tocantina com o Fórum em Defesa da Previdência.

A Parada Imperatrizense de Mulheres ocorrerá durante todo o dia em diversos pontos da cidade e da região. Iniciará às 5h da manhã com ato público na entrada de Cidelândia. Às 10h o movimento segue para o Incra de Imperatriz. No período da tarde, a partir das 14h, o ato se concentra no Fórum de Justiça, às 16h segue para o INSS e às 17h o ato público encerra na praça de Fátima.

LUTA MUNDIAL

O chamado mundial para o dia 8 foi feito após a grande marcha de mulheres no dia seguinte à posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada no dia 20 de janeiro deste ano. Feministas históricas como Angela Davis e Nancy Fraser publicaram uma carta conclamando as mulheres a lutarem contra o recrudescimento do conservadorismo no mundo todo e sobre a necessidade de ser fazer uma greve geral no dia 8 de março em defesa da igualdade de gêneros.

No mundo inteiro, as mulheres têm sido protagonistas de lutas importantes e necessárias para a conquista de direitos, contra o machismo e os ataques do neoliberalismo. Em 2016, as mulheres polonesas protagonizaram uma greve geral pelo direito ao aborto; na Islândia, o protesto foi pela igualdade salarial; na Argentina – e em outros países latino-americanos, como o Brasil -, as mulheres protestaram contra o feminicídio (quando se mata uma mulher por razões da condição do sexo feminino) e protagonizaram uma paralisação por uma hora.

No Brasil, além da luta contra todos os tipos de violência que incidem sobre as mulheres, elas lutam também em defesa dos seus direitos e contra os ataques em curso no Congresso Nacional, especialmente, as contrarreformas da Previdência e Trabalhista.

A contrarreforma da Previdência, que tramita como Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, pretende igualar o tempo de contribuição de homens e mulheres, ignorando o fato de que mulheres realizam dupla e até tripla jornada de trabalho. Eles e elas só poderão se aposentar com, no mínimo, 65 anos de idade e 25 de contribuição.

Já a contrarreforma Trabalhista, Projeto de Lei (PL) 6.787/16, que prevê regras de contratos temporários de trabalho e prioriza o negociado sobre o legislado em relação a alguns direitos (inclusive os contidos na Consolidação das Leis do Trabalho), terá graves consequências às mulheres, uma vez que permite a jornada de trabalho por até 220 horas mensais, abrindo a possibilidade de turnos de 12 horas por dia.



A pauta é urgente e todas e todos estão chamados à barrar as reformas, que somente serão impedias mediante muita luta.

Galeria de Fotos

 
Copyright © 2015 Todos os direitos reservados.
Produzido por
Dicamax Tecnologia e Comunicação