terça-feira, 14 de março de 2017

Eleições 2018: O destino partidário de Roberto Rocha e sua candidatura a governador

Pelo cenário que está se desenhando para 2018, tanto no plano nacional quanto local, dificilmente  Roberto deixará de ser candidato a governador.

Há muitas análises, avaliações, especulações e, claro, fuxicos sobre o futuro partidário do senador Roberto Rocha (PSB) e uma eventual candidatura sua ao governo do Maranhão em 2018.

Por onde anda e com quem conversa, inclusive com a imprensa, o senador não esconde o fato de ter ótimas relações com o PSDB e que as principais lideranças nacionais do partido, incluindo o governador Geraldo Alckimin, os senadores Aécio Neves, José Serra, Tasso Jereissati, Cássio Cunha Lima e o agora ministro das Relações Institucionais, Aluysio Nunes Ferreira, sempre o convidam para voltar ao ninho tucano.

Entretanto, ainda que tenha a alma tucana, por assim dizer, Roberto Rocha criou liga com o PSB onde também fez grandes amizades e relações políticas. Chegou ao partido pelas mãos de ninguém menos do que o ex-governador Eduardo Campos, já falecido, para cumprir a missão política de fazer o sigla socialista crescer no estado com projetos autônomos, sem precisar ficar refém de projetos de outros partidos.

Com a morte prematura do Eduardo, Roberto Rocha procurou se rearticular nacionalmente, por dentro da legenda, e hoje tem ótimas relações de respeito com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, e também com o vice-governador de São Paulo, Márcio França, de quem, inclusive, é amigo pessoal.

Roberto Rocha tem afirmado estar muito bem no PSB e que não pretende sair; sendo assim, o parlamentar deve realmente permanecer no partido, mas mantendo a relação de proximidade com o PSDB.

Candidatura ao governo

Evidente que essa questão de escolha partidária do senador Roberto Rocha está diretamente associada a sua eventual candidatura a governador em 2018.

Pelo cenário que está se desenhando para 2018, tanto no plano nacional quanto local, dificilmente Roberto deixará de ser candidato a governador.

Em primeiro lugar, porque o próprio governador Flávio Dino precipitou essa possibilidade ao não saber conduzir politicamente a relação com seu hoje ex-aliado. Pelo contrário, elegeu o socialista como inimigo a ser abatido logo no início do governo – basta ver a política de cooptação operada no âmbito da Secretaria do Meio Ambiente que foi a gota d’água para a crise entre Dino e Rocha chegar a um ponto de estrangulamento.

Em segundo lugar, porque o senador é uma liderança estadualizada, vem de longe e tem reais condições construir uma terceira via que pelo menos fomente o debate sobre o Maranhão para sairmos desse mundo em “branco e preto”, dessa dicotomia política idiota que só interessa aos comunistas e aos sarneysistas – principalmente aos primeiros.

Nesse sentido, Roberto Rocha caminha para continuar no PSB e ser candidato a governador em 2018 liderando um novo polo político cujo projeto é colocar o Maranhão no centro do debate, e não “pessoas” ou “grupo políticos”.

E enquanto mais candidatos a governador tiver em 2018, melhor para a democracia maranhense.



É a opinião do Blog do Robert Lobato.

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