quarta-feira, 24 de maio de 2017

Márcio Jerry fala sobre ética e papel do comunicador em Semana de Jornalismo de faculdade em São Luís


O secretário de Comunicação Social e Assuntos Políticos, Márcio Jerry, participou da 7ª edição da Semana de Jornalismo da Faculdade Estácio, na noite desta terça-feira (24), em São Luís. Presente na mesa de abertura, o secretário, que é jornalista e ex-professor de Comunicação, abordou a importância do exercício profissional, do papel central da comunicação e do comunicador e do desafio cotidiano da ação consciente para uma atuação pautada na ética jornalística.


Ao lado do diretor geral da Faculdade Estácio São Luís, Geraldo Siqueira, e de professores do Curso de Comunicação Social, Márcio Jerry iniciou sua palestra na Semana de Jornalismo com uma abordagem da relevância da vida acadêmica para aquisição de conhecimentos não só no exercício de uma profissão, mas que “servem para outros balizamentos no longo percurso da vida”.


Ele enfatizou que é, cada vez maior, a importância da boa prática do jornalismo, pois “nós vivemos uma alteração muito profunda na sociabilidade”. Essa mudança, segundo ele, transformou essa sociabilidade em midiática, e que este campo midiático tem um papel fundamental na organização dos demais campos sociais, inclusive no campo econômico e no campo político.


“E essa sociabilidade midiática põe o relevo ainda maior à responsabilidade social do comunicador, do jornalista. E ainda mais importante do que esta responsabilidade superlativamente aumentada, é nós compreendermos que nesse mundo de tantas interações o direito à informação é um direito não apenas social, mas consagrado”, expôs Jerry, sublinhando que esse direito é possível de ser materializado pela ação consciente do campo da comunicação, dos meios de comunicação, mas essencialmente pelos profissionais da comunicação e pelos jornalistas.

O secretário falou ainda sobre o aspecto do desafio imperativo ético do exercício do fazer comunicacional. Para ele, “nós vivemos um tempo de muitas relativizações de conteúdo e de conceitos” e há algo que não se pode jamais, em profissão alguma, relativizar para subtrair que é “a premência do sentido ético da anulação profissional em qualquer profissão, mas muito fundamentalmente, neste núcleo de sociabilidade midiática, com o papel tão grande na comunicação, o imperativo ético do exercício da profissão”.

De acordo com o secretário, é isso também que valoriza os jornalistas como atores sociais, como profissionais e “é isso que pode também lançar luz a algo que, quando a gente trabalha o conceito na idade mídia, é inescapável que a gente faça uma referência à idade média”. Segundo Jerry, este é o grande paradoxo contemporâneo, “da escuridão da idade média às luzes da idade mídia ainda, infelizmente, em muitos campos prosperam e ainda sobre-existem práticas e atitudes que não são compatíveis com critérios de cidadania, de ética e de respeito ao direito humano à comunicação, ao direito humano à informação”.

Márcio Jerry finalizou sua exposição enfatizando que essa mensagem chama a atenção para a importância do exercício profissional e do papel central da comunicação e do comunicador. “E desse desafio renovado, cotidianamente, por nossa própria ação consciente, de termos cada vez mais uma atuação pautável na ética profissional e na ética jornalística”, finalizou o secretário.
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