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segunda-feira, 15 de maio de 2017

PSDB pode sofrer intervenção, romper com o Flávio Dino e receber Roberto Rocha de volta como candidato a governador presidente

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Pode ter sido um tiro no pé a convenção do PSDB realizada na semana passada e da qual o vice-governador Carlos Brandão, seu idealizador, saiu reeleito presidente. Todos os indícios, reações e desdobramentos evidenciados até aqui indicam que a convenção foi um ato isolado do comando tucano maranhense sem o aval da direção nacional, que não admite, em hipótese alguma, a participação do PSDB numa aliança com o PCdoB em torno do projeto de reeleição do governador Flávio Dino. A convenção tucana foi considerada extemporânea e fora de propósito e causou insatisfação em alguns segmentos do partido e mal-estar na cúpula nacional. A reação mais contundente partiu do presidente nacional do partido, senador Aécio Neves (MG), que descartou categoricamente a possibilidade de permitir o alinhamento do partido ao projeto político do PCdoB. Diante disso, o PSDB maranhense, que já vinha sofrendo com fissuras internas, caminha para um racha que poderá resultar até no retorno do senador Roberto Rocha, hoje no PSB, para ser candidato a governador. Ou entrar na briga pelo Palácio dos Leões com a eventual candidatura do prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva. A guinada do partido poderá ser consumada com uma intervenção na Comissão Provisória do partido no Maranhão, tendo como interventor o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, por muitos apontado como o mais autêntico tucano do Maranhão.

A situação alinhavada pelo senador Aécio Neves reflete com clareza a posição do PSDB no plano nacional, que é a de manter a aliança com o PMDB para o lançamento de um candidato forte a presidente e, na medida do possível, disputar, seja com candidatos próprios ou com aliados, os governos de todos os estados e as vagas de senador que estarão em jogo no ano que vem. E nesse contexto, sob o comando do vice-governador Carlos Brandão, o PSDB do Maranhão está se posicionando na contramão dessa orientação, já que o projeto do presidente reeleito do partido é manter o alinhamento com o PCdoB para embalar o projeto de reeleição do governador Flávio Dino. Carlos Brandão se esforça para, pelo menos, manter o partido na órbita do Palácio dos Leões, mas as pressões para que o PSDB seja sacado do grupo aliado do governador Flávio Dino são fortes e dificilmente o vice-governador e seus poucos aliados dentro do partido terão forças para manter a situação como está.

O PSDB tem dois caminhos no Maranhão. Se optar por manter a linha atual sob o comando do vice-governador Carlos Brandão, a agremiação irá para as urnas apoiando a candidatura do governador Flávio Dino à reeleição, que indiretamente significará apoiar também a provável candidatura de Lula da Silva ao palácio do Planalto. Nessa hipótese, o partido marchará desfalcado de várias lideranças. A outra, que caminha para se consolidar, é exatamente o contrário: o comando do partido intervirá no braço maranhense Maranhão e imporá o seu alinhamento ao projeto nacional de lançar um candidato contra Lula da Silva numa aliança com o PMDB, quer pode ser um tucano ou um pemedebista a presidente, se for o caso.

Se vier a romper com o governador Flávio Dino, o PSDB do Maranhão apoiará a provável candidatura da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), que certamente estará aliada ao candidato presidencial da aliança PMDB/PSDB. Ou poderá receber de volta o senador Roberto Rocha e lançá-lo candidato para disputar o Governo do Estado com o governador Flávio Dino. Como o deputado federal José Reinaldo Tavares, que se prepara para disputar o Senado, Roberto Rocha está em rota de colisão com o PSB nacional por causa das reformas da Previdência e Trabalhista. É que a cúpula da agremiação socialista fechou questão contra as reformas, colocando Roberto Rocha contra a parede, obrigando-o a tomar uma posição definitiva, que certamente será em defesa das reformas. Essa postura abre caminho para Roberto Rocha retornar ao PSDB, situação que o colocará como o nome dói partido para disputar o Governo do Estado, no caso com o aval do prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva.

Com o cenário bem desenhado como está e as opções estão bem definidas, o PSDB vai se posicionar a qualquer momento. E como o percentual elevado de possibilidades de optar pela intervenção e pelo rompimento com o governador Flávio Dino e assumir a posição de Oposição no Maranhão.

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