sexta-feira, 4 de agosto de 2017

“O prefeito desrespeita a educação em São Luís e maltrata os professores”, diz Wellington

Escolas destruídas, salas de aula sem estrutura e abafadas, cadeiras quebradas e insegurança. É esse o triste retrato da educação pública em São Luís, capital do Maranhão. Por saber disso, o deputado estadual Wellington do Curso (PP) manifestou apoio aos professores que, como forma de protesto pelas péssimas condições, começaram uma greve geral nesse dia 01.
O deputado Wellington já havia alertado para a possibilidade de greve, no dia 25 de maio, e já havia cobrado um posicionamento da Prefeitura que, de forma omissa e negligente, ignorou a problemática.
“Por meio do nosso projeto ‘De olho nas escolas’, visitamos e conhecemos a realidade das escolas públicas. O Prefeito desrespeita a educação em São Luís e maltrata os professores. São salas precárias. Sem condições para funcionamento. Até agora, quantas escolas foram reformadas? Onde está a parceria entre Governo do Estado e município? Muito se fala em Escola Digna, que é uma ação do Governo do Estado. A UEB Jackson lago, lá na Cidade Operária está em péssimas condições. A Escola Nascimento de Moraes nem condição possui para funcionar. Por que não se faz a parceria entre o Governo do Estado e Prefeitura também na educação? Foi apenas uma parceria eleitoreira? Por que o Governo do Estado não faz uma parceria com a Prefeitura e a auxilia na reforma das escolas municipais? Não se falou em parceria na época da campanha? Quem tá mandando reformar não sou eu. É o Ministério Público. Os professores, Sr.Prefeito, não estão querendo apenas reajuste salarial. Eles querem melhorias que impliquem nas condições básicas de funcionamento”, disse o professor Wellington.
Sobre a situação, o Sindicato dos Professores do Magistério da Rede Municipal de São Luís (Sindeducação) destacou a falta de compromisso por parte da Prefeitura.
“Não podemos nos calar diante de tanto desrespeito por parte da Prefeitura de São Luís. Estamos mais uma vez, lutando pela valorização dos profissionais do magistério e por uma educação pública de qualidade. A categoria aderiu à greve e não vamos recuar”, enfatizou a professora Elisabeth Castelo Branco.
Ainda ao se pronunciar, o deputado Wellington relembrou que essa não é a primeira vez em que a educação pública é obrigada a parar por culpa exclusiva do Prefeito.
“Nessa gestão de Edivaldo, infelizmente, já houve duas paralisações. Inclusive, uma que durou mais de 100 dias. Um prejuízo irreparável. Nós fizemos o alerta para essa greve desde maio. Solicitamos que a Prefeitura adotasse uma providência para evitar e nada foi feito. A Prefeitura preferiu se omitir e ignorar as demandas apresentadas. Em uma gestão responsável, educação é prioridade, Prefeito. Por isso, deixo meu apoio incondicional aos nossos guerreiros professores que, diariamente, sofrem com o descaso”, pontuou o deputado.
De acordo com o Sindeducação, entre as reivindicações dos professores, há o reajuste salarial de 7,64% nos vencimentos, além de melhorias na infraestrutura das escolas e condições para funcionamento, como salas de aula iluminadas, ventiladas e com materiais básicos como pincéis e cadernetas. Até o presente momento, há escolas que, em virtude da falta de estrutura, sequer começaram o ano letivo, a exemplo da UEB Leonel Brizola, no Turu; Escola Hortência Pinho, na Zona Rural, entre outras.
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