terça-feira, 26 de setembro de 2017

EXCLUSIVO: Secretário Adjunto de Comunicação Sidney renuncia cargo e faz desabafo sobre assédio moral

Na manhã desta terça-feira (26) Sidney Rodrigues renunciou seu cargo de Secretário Adjunto de Comunicação do Município. Segundo ele, o atual Secretário Chefe de Comunicação, Sérgio Antônio Macedo, praticava o crime de assédio moral contra sua equipe, fato que levou sua tomada de decisão.

Empossado no início do ano por Assis Ramos, Sidney foi um dos poucos remanescentes da gestão de Sebastião Madeira. Juntamente com a decisão de renúncia, o ex-secretário adjunto também divulgou uma carta pessoal de desabafo sobre sua motivação.

“Sempre busquei o entendimento e acima de tudo o respeito à sua pessoa, não posso dizer que tive o mesmo tratamento. Grosseiro, turrão, fala o que quer, não dá bom dia a ninguém, trata mal quem está perto ou longe, da faxineira ao mais alto cargo e acima de tudo tenta de todas as formas lhe diminuir. Diz que não há evolução, que ninguém sabe escrever, que vai colocar todos à disposição e (pasmem), ele sente prazer nisso”, justificou Sidney. 

CONFIRA NA ÍNTEGRA:

*Assédio moral:  A pior de todas as torturas*


Quem escreve é Sidney Rodrigues, até hoje, ou ontem, Assessor Adjunto da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Imperatriz. Por motivos pessoais faço esta carta em primeira pessoa para me proteger e expor tudo o que vem acontecendo comigo - e várias outros - dentro e fora da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Imperatriz.

Tudo começou quando o Assessor chefe DETERMINOU que não sairiam ou seriam postadas fotos “posadas” por se tratarem de promoção pessoal, crime de improbidade e que só serviriam para Face, álbum de família, ou que nada tinham de jornalísticas. Até aí tudo bem, mas como divulgar o prefeito com uma foto entregando uma nomeação para alguém ou fazendo um ato de admissão coletiva, entrega de estrada ou bem público, onde ficam todos olhando pra câmera ao lado da autoridade? 

Mesmo sabendo da “ordem”, eu como Adjunto (nas viagens constantes do titular), tomei minhas decisões sempre pensando no melhor para o atual prefeito e a exposição de forma correta para que ficasse bem divulgada a ação. Isso também porque nem todas as fotos são profissionais, muitas vêm de celulares e os que tiram não trabalham nesse ofício de fotografar. Por isso, a escolha é sempre das fotos “menos ruins”, digamos assim. O chefe da comunicação de Imperatriz é um pessoa de difícil lida, nem todos se dão com ele, mas eu sempre busquei o entendimento e acima de tudo o respeito à sua pessoa, não posso dizer que tive o mesmo tratamento. Grosseiro, turrão, fala o que quer, não dá bom dia a ninguém, trata mal quem está perto ou longe, da faxineira ao mais alto cargo e acima de tudo tenta de todas as formas lhe diminuir. Diz que não há evolução, que ninguém sabe escrever, que vai colocar todos à disposição e (pasmem), ele sente prazer nisso. Não pode ser normal quem age dessa forma e espera que o outro sempre baixe a cabeça e aguarde a marreta descer. Um hora eu haveria de rebater, e o dia chegou: Reproduzo abaixo o que retornei após mais uma das tantas vezes que tive meu dia apodrecido por ameaças e grosserias:

[08:19, 12/9/2017] Sidney Rodrigues: na boa..não ha o que fazer...
por mais que eu faça vc só reclama...
por mais que eu me esforce nunca ta bom

mesmo quando faço coisas que ninguem faz, não ha um elogio, uma palavra de incentivo

sua primeira palavra do dia é de ameaça e reclamação


quando você chegar vou colocar meu cargo a disposição

pra mim nao dá pra trabalhar assim. Se tem 200 fotos boas, vc só ve aquela que não lhe agrada... o PREFEITO nomeando uma pessoa e vc diz que ta errado
nao espero elogios por fazer minha obrigação, mas nao consigo trabalhar nessa pressão horrivel
se vc ou alguem seu fica doente eu fico preocupado, se eu fico doente vc faz piadinhas
me desculpe por tentar ser o melhor, pra vc e pra gestão 


[08:23, 12/9/2017] Sidney Rodrigues: hj cheguei 7h pra levantar os dados pra materia da entrega das casas...nao fui deixar nem meu filho na escola... mas tudo bem


qdo vc chegar entrego

Pronto, estava declarada a guerra. Este foi o dia da entrega do Teotônio Vilela onde mais uma vez pautamos a cidade toda com “nossos textos ruins”, e ele, viajando. Depois dessa data, ele não falaria mais comigo. Chegava e saía sem perguntar nada, nem pedia, nem passava informações cruciais da gestão. Começou a me isolar e deixar cada vez mais aparente que não eu não servia mais aos propósitos, pois eu o havia respondido

Por várias vezes perguntei sobre isso e aquilo, onde eu era, ou mal respondido, ou não respondido. Fiquei doente uma vez, pois comi uma torta de camarão. Avisei a todos que só iria na parte da tarde, como fui, mesmo com muita dor de cabeça. No outro dia me atrasei meia hora e tive que ler no meu privado:“Comeu camarão de novo hoje?”

É do conhecimento de todos que eu fico na Assessoria até 20h, às vezes 21h, para um eventual problema de frase ou texto enviado erroneamente, colocar agenda do prefeito do dia seguinte no ar e já fazer o planejamento, do outro dia para repassar à equipe, enquanto todos os servidores saem às vezes antes do término do expediente. Nunca recebi nenhuma orientação pra fazer isso, nem enaltecimento, como também nunca esperei. Sempre fui assim. Sou funcionário público concursado, mas venho do comércio, da iniciativa privada. Filho de sapateiro e costureira, semianalfabetos, que viriam a se tornar grandes empresários do ramo de calçados de Imperatriz. Vieram de Vitorino Freire com uma mão na frente e outra atrás. Ajudaram a construir essa cidade e eu cresci passando por muita coisa, no meio das bancas do mercadinho, vendendo, comprando, sendo filho de feirante. Pra mim o trabalho só acaba, quando termina. E assim sempre foi.
Mas voltando à pauta: Assim continuaram os desprezos, desmerecimentos e “esquecimentos” de avisar as coisas. O clima fiou péssimo ao ponto de caírem a qualidade dos textos, servidores todos exaltados, com medo; e sem mais nem menos “o chefe” mandou que não se fizessem mais correções nas matérias, era pra ir do jeito que saíam da redação. - Explico: Existe dentro da assessoria uma rotina, uma sequência que funciona assim: > jornalista (que vai atrás da pauta e produz o texto) > corretor (que revisa, arruma erros de português, acentuação, sentido, sinônimos, enfim, corrige > Assessor Chefe (que vê a questão política e o tom, se coaduna de acordo com a linha da gestão) e eu (o último a rever, fazer a derradeira correção antes de enviar para mais de 200 contatos em todo o estado e fazer as conexões com as pessoas certas para que as matérias saiam) - pautamos rádios, tv’s, jornais e a internet com nossos “textos ruins”, tanto que segundo uma matéria da própria assessoria tiramos o atual prefeito de uma rejeição que chegava aos 80%, para uma situação cômoda de 52% de aprovação após nove meses, isso sem nenhum tipo de propaganda paga, apenas redes sociais e mídia espontânea, além de ter colocado o site da prefeitura como número um (01) no google e atingir a marca de um milhão de acessos ainda em julho, com média de 8-9 textos produzidos por dia sem equipamentos, sem transporte e sem combustível, cada um se virava ou eu pagava do meu bolso (na última semana o problema do transporte foi resolvido, liberaram um veículo com motorista).


Mas por que o assessor chefe ordenaria o envio de textos sem revisão para causar constrangimentos e colocar toda a gestão em saia justa? - Explico novamente: Para poder mostrar a Ascom e seus membros como INcompetentes e INaptos; Fazer com que houvessem várias matérias ruins e com erros, publicadas e espalhadas em todas as redes sociais, jornais e no próprio site oficial - Jogo de Xadrez, tudo calculado. Ações que detectei facilmente. (Assistam House of Cards, e Game of Thrones e aprenderão a enxergar esses movimentos) - E, no fim, poder remover as peças que achar desnecessárias. Fico sem palavras pra descrever quem faz isso com as pessoas da sua equipe.


Segue o fim da epopeia (finalmente). A gota d’água foi quando na quinta passada meu filho mais velho tinha suspeitas de estar com apendicite, e eu comuniquei no grupo de trabalho que não poderia ir pela manhã, pra resolver isso de forma mais rápida e precisa. Tive que ler do titular da pasta (que continuava viajando): “teremos matéria?”, como se meu filho fosse um nada e os textos fossem mais importantes. Crueldade como essa não deu pra aceitar, faça comigo, mas não com minha família. Procurei um ou outro secretário para comunicar essa situação, mas não tive firmeza suficiente de levar ao prefeito, pois sabia que de um jeito ou de outro ele saberia e daria um jeito de me prejudicar, contando a estória dele, da forma que bem lhe que aprouvesse. 


Dito e feito. Fui conversar com o prefeito no último sábado a noite para perguntar inocentemente se ele teria como me receber junto com alguns motociclistas em seu gabinete, dentre eles dois secretários e um outro amigo em comum, para expormos o MOTOIMP (é do conhecimento de todos que sou criador e realizador desse encontro na cidade). Um evento que acontecerá no mês de outubro, agrega cinco estados e onde a entrada é um brinquedo para ser entregue à crianças carentes no natal. O atual prefeito foi bem categórico, como se já estivesse com opinião formada sobre isso, mesmo sem saber o que seria pedido: “Não ajudaremos esse evento, temos outras prioridades. Assunto encerrado”. 
...( )


Nesse ponto vi que não havia mais o que fazer e minha permanência estava insustentável nesse governo. Não lhe pedi nada, pedi para a cidade e ele nem sabia o que seria pedido. Todos os eventos de Imperatriz tiveram apoio, o Motoimp NÃO TERÁ, por se tratar de algo realizado por mim. O conselheiro do prefeito também não aceita o fato de eu fazer o evento; existe um incomodo que eu não consegui entender a razão. Pois lhes digo que faremos o maior encontro que Imperatriz já viu e não terá NADA de prefeitura lá.

Admito que quando o atual gestor ganhou, senti um fio de esperança, por se tratar de um desportista, jovem, que gosta de música (inclusive Rock) e de festividades. Haviam três secretários participantes de moto clubes na próxima lista de secretários. “Agora teremos apoio incondicional para fazer a cidade aparecer ainda mais com coisas positivas através do turismo de eventos”, foi o que pensei. Mas eu não esperava alguém envenenando o alcaide dessa forma. Minha frustração foi bem maior que minha expectativa, tanto com o atual gestor, como com o Assessor Chefe de comunicação, que pra mim seria um grande professor e referência: “Nossa, aprenderei muito e saberei aproveitar cada coisa nova, pra retribuir a confiança da equipe”, ledo engano.

Pois bem, e finalmente terminando (até que enfim). Vocês podem ser prefeito, Assessor, Secretário, o que for, mas não são daqui, não sabem nada do amor que se tem por esse lugar. EU SIM SOU imperatrizense, nascido e criado nesse chão, assim como meus filhos e não podem tirar isso de mim. Vocês foram adotados por essa cidade, mas não adotaram ela. As atitudes mostram isso. Desde sempre minha bandeira foi Imperatriz, por isso não tenho partido. Dentro ou fora de gestão continuarei lutando por essa terra, vocês queiram ou não. Desde pequeno eu dizia aos meus pais que iria contribuir de alguma forma com o crescimento e desenvolvimento desse lugar e tenho feito valer minha promessa. Não pedi NADA a ninguém, nem no governo anterior, nem nesse: Emprego para minha esposa, trabalho para alguém, aumento de salário, vantagem ou propina pra realizar algo, se alguém disser isso está mentindo descaradamente. Nunca fui nem na casa do atual prefeito (só sei que é na Vila Lobão), pois não sei bajular, adular ou puxar-saco de quem quer que seja. Estou, ou estava aqui por competência e por que fazia o trabalho que precisavam; MAS NÃO SOU CORDEIRO, não sou gado indo para o abate e nem subserviente a ninguém, a única coisa que exigi foi RESPEITO, coisa que não houve desde o cerimonial até o mais alto escalão do governo. Existem exceções e muitas dentro desse secretariado de pessoas boas e descentes, não citarei nomes, mas o atual prefeito está cercado de gente ruim e mesquinha, que só mostra pra ele o que querem que ele veja, gente do mal. Você perdeu um samurai que, mesmo sozinho, lutava a favor da sua administração. Desde o início, contribui. Consegui um local que fica equidistante de todas as secretarias e do gabinete, que não paga aluguel e gasta pouco com energia e insumos. Foi a primeira secretaria a funcionar, pois a estrutura já estava pronta. Começamos a trabalhar dia 30 de dezembro de 2016. Somos a única secretaria que trabalha em tempo integral (de 8h às 12h e das 14h às 18h) e que se estende até à noite quando necessário, pois a informação não pára e temos que atuar em finais de semana, em feriados e sem reclamar, sem ter hora extra ou reconhecimento, e com o titular viajando.

Nada irá mudar, tudo continuará como está. O filho do sapateiro saberá contornar tudo isso, pois ninguém é insubstituível... o tempo e a roda não param de girar.


Espero em meu Deus que essa cidade seja abençoada e haja bom senso daqui pra frente. Não serei inimigo da gestão, mas estarei vigilante. Espero também não ser perseguido em minha função mal remunerada de agente de fiscalização da Sefazgo, que não espalhem factóides com mentiras, nem coloquem páginas chapa branca, nem canalhas para rebater o que está aqui relatado. Tenho saúde e inteligência para trabalhar e me manter. Não abri mão do meu caráter, da minha moral, dos meus verdadeiros amigos, da minha família, nem dos meus princípios. Não mudei minha atitudes, nem os lugares onde sempre andei ou o que fiz. Só deixo a certeza que a pessoa que aí está, NUNCA será um político, mas sim um eterno delegado. Na política, aprenda, não se deve jamais dizer “assunto encerrado”.
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