segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Enfermeira contaminada por meningite veio a óbito

Um jovem de 19 anos foi o primeiro diagnosticado com a bactéria, logo após, a Assistente social - que veio a óbito ontem, dia 15 - e uma enfermeira que teve contato com a paciente também iniciou exames após sentir os sintomas da doença. 
A assistente social Suzana Martins, que trabalha no Caps em Imperatriz, teve contato com o paciente Leonardo do Carmo da Silva 19, natural de Campestre, mas que estava em tratamento e suspeita de meningite. Apesar dos sintomas, não foi diagnosticado e o paciente continuou tendo contato com os profissionais do Caps. Leonardo faleceu no dia 20 de Setembro e Suzana foi internada essa semana na UTI do Hospital Macro Regional. Uma estagiária de enfermagem que teve contato com o paciente também apresentou os sintomas e agora faz exames para identificar a doença. 
A família de Suzana Martins chegou a manifestar preocupação e protestou na ultima sexta-feira em frente ao hospital. Segundo uma das colegas, os funcionários teriam sido proibidos de falar sobre o assunto e denunciam que a ausência de informação sobre a doença do paciente em tratamento, teria evitado que a profissional viesse a ser contaminada.

Em junho deste ano outra morte foi diagnosticada por miningite (reveja aqui).

Apesar da sequencia de mortes e o temor de um surto, de acordo com o Ministério da Saúde os casos de meningite estariam diminuindo. Em 2014, foram registrados 17.347 casos da doença em todo o Brasil, número que caiu para 12.636, no ano passado. Em 2017, de janeiro a 20 de maio, foram 4.411 ocorrências, com 312 óbitos; em igual período de 2016, foram 4.536 casos e 469 óbitos. 

Apesar dos números, de tempos em tempos, boatos sobre surtos da doença reaparecem. Entretanto, no Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica, com casos ocorrendo ao longo de todo ano, sendo mais comum a aparição das meningites bacterianas no inverno e das virais no verão. “É mais provável a ocorrência da meningite bacteriana no inverno. É uma variação normal e, mesmo dentro desta variação, há diminuição no número de casos”, ressalta o infectologista Francisco Ivanildo de Oliveira, do Hospital Infantil Sabará.

Contribuição de Holden Arruda
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