APÓS ESFAQUEAR BOLSONARO, AGRESSOR DISSE CUMPRIR “ORDEM DE DEUS” - Blog da Kelly

Publicidade Top

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

APÓS ESFAQUEAR BOLSONARO, AGRESSOR DISSE CUMPRIR “ORDEM DE DEUS”





O homem que deu uma facada em Jair Bolsonaro enquanto o candidato a presidente do PSL fazia campanha em Juiz de Fora (MG) e identificado pela Polícia Federal como Adelio Bispo de Oliveira, de 40 anos, afirmou, na hora em que era conduzido pelos policiais, estar cumprindo uma “ordem de Deus”.


A informação é de Luis Boundens, presidente da Federação dos Agentes da Polícia Federal, a Fenapef. Ele conversou com seus colegas que estavam no local do ataque e não só tiveram de prender o agressor como conter a multidão que tentou linchá-lo após o ataque. “Os colegas disseram que ele imediatamente começou a dizer que estava em missão divina, o que levou o pessoal a temer pela integridade psicológica dele”, disse Boudens.

Bolsonaro fazia um ato de campanha nos arredores do Parque Halfeld, local de grande concentração popular no centro de Juiz de Fora, no momento da agressão, e foi levado imediatamente para a Santa Casa da cidade. Ele estava nos ombros de apoiadores quando foi atacado. O candidato usava colete à prova de bala, segundo os policiais, e tinha em sua escolta quatro agentes da Polícia Federal. Segundo o presidente da Fenapef, Bolsonaro cumpria as recomendações de segurança dos agentes.


Na Santa Casa de Juiz de Fora, Bolsonaro passou por uma laparotomia exploradora, para identificar a extensão das lesões, segundo um dos médicos da equipe. Esse procedimento é adotado porque os exames de tomografia e ultrassonografia revelaram que a facada pode ter atingido o fígado e uma alça do intestino.

A equipe que protege Bolsonaro costumava dizer que ele era, entre todos os candidatos, o que mais tinha disposição, apesar dos 63 anos de idade. “O pessoal costumava dizer que só Fernando Collor, em sua época, enfrentava agendas tão intensas”, contou Boudens, que afirmou ter tido a informação de que Oliveira está isolado em uma sala da Superintendência da Polícia Federal.

Da Folha de São Paulo

Publicidade Rodapé