Muitos teimam em afastá-los de mim, mas ninguém afasta o filho do pai’, diz Bolsonaro sobre seu clã - Blog da Kelly

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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Muitos teimam em afastá-los de mim, mas ninguém afasta o filho do pai’, diz Bolsonaro sobre seu clã

RIO — O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, sem citar nomes, que há uma insistência em afastá-lo de seus filhos, mas que não vão conseguir. O presidente participou de um encontro de pastores evangélicos coordenado pelo pastor Silas Malafaia . No encontro, lembrou da viagem a Israel durante a pré-campanha na qual foi acompanhado dos três filhos políticos — o senador Flávio, o deputado federal Eduardo e o vereador Carlos.

— Minha vida é feita de muita coincidência, uma agora nesse dia. No meio da minha pré-campanha, estive em Israel. Além dos meus três filhos, que muitos teimam em afastar de mim, mas ninguém afasta o filho do pai ou o pai do filho — afirmou ele em discurso no encontro, realizado em um hotel da Barra da Tijuca, no Rio.

As opiniões dos filhos, principalmente de Carlos Bolsonaro, já trouxeram momentos de instabilidade para o governo. Foi o vereador quem chamou o então ministro Gustavo Bebianno de mentiroso no Twitter. Depois, o ministro foi demitido do cargo. Eduardo, por sua vez, já apareceu em um vídeo afirmando que o Supremo Tribunal Federal (STF) poderia ser fechado, caso houvesse alguma tentativa de impugnação da candidatura do pai. Com relação a Flávio, a história da movimentação atípica de R$ 1,2 milhão de seu ex-assessor Fabrício Queiroz gerou desconforto no governo.

Em uma palestra feita antes do primeiro turno das eleições, Eduardo Bolsonaro disse que “para fechar” o STF bastam “um cabo e um soldado”. No vídeo do dia 9 de julho, o deputado é perguntado sobre uma eventual ação do Supremo para impedir a posse de Bolsonaro, e qual seria a atitude do Exército neste cenário.

Eduardo também participou de bate-boca entre integrantes do PSL em um grupo de WhatsApp. Ele entrou na discussão sobre críticas à articulação política do governo após a deputada federal Joice Hasselmann dizer que as negociações estavam “abaixo da linha da miséria”. Eduardo, Joice e o senador Major Olímpio trocaram acusações e críticas por mensagens.

Em uma viagem aos EUA, Eduardo confirmou a mudança da embaixada de Israel de Tel Aviv para Jerusalém e criou polêmica ao dizer que o Brasil apoiaria políticas para “frear o Irã” como forma de compensar os países árabes pela transferência. As delcarações provocaram reação dos países árabes.

O Coaf identificou, no fim de 2018, movimentações atípicas na conta do ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro Fabrício Queiroz na ordem de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. De acordo com o documento, oito assessores e ex-assesores do então deputado na Alerj fizeram depósitos na conta bancária de Queiroz. Ele atuou por uma década como motorista e segurança do parlamentar.

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) desmentiu nas redes sociais o ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência. Bebianno havia negado que era o centro de uma crise no Executivo e afirmou ter conversado, por mensagens, três vezes com o presidente. Carlos disse que o ministro mentia e divulgou uma gravação do presidente em que Bolsonaro afirma que não iria falar sobre o caso com Bebianno.

No encontro com pastores, estavam presentes o governador do Rio, Wilson Witzel; o presidente do STF, Dias Toffoli; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) e o ex-senador Magno Malta (PR-ES). Malta foi fiel escudeiro de Bolsonaro na campanha, mas foi preterido para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, que acabou ficando com Damares Alves.

— Está presente aqui um amigo que não via desde as eleições, quase chorei, confesso. Espero encontrar brevemente com ele e que nunca mais nos afastemos, meu prezado Magno Malta — afirmou o presidente, que saiu sem dar entrevistas.

Em seu discurso aos pastores, Bolsonaro agradeceu ao apoio que recebeu dos evangélicos durante a eleição. Em sua fala antes do presidente, o pastor Silas Malafaia disse que os evangélicos não votaram em Bolsonaro por conta apenas de sua “agenda moral”, mas pela questão da segurança, corrupção e desemprego. Disse ainda que os evangélicos não são alienados das demandas do país. Defendeu também a Reforma da Previdência.

Malafaia criticou ainda a pesquisa Datafolha que apontou que Bolsonaro é o presidente com menor aprovação nos primeiros cem dias de governo.

— Nos últimos 24 anos, quem governou o país, quem foi eleito presidente e encontrou um estado de calamidade e roubalheira como presidente Bolsonaro? — disse.

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