IMPERATRIZ: Herança e internação involuntária envolve advogada filha de suplente de ex-senador - Blog da Kelly

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domingo, 31 de maio de 2020

IMPERATRIZ: Herança e internação involuntária envolve advogada filha de suplente de ex-senador


Polícia Civil investiga o caso e apura suposto delito de sequestro e cárcere privado, praticado mediante internação da vítima em casa de saúde hospitalar.
Com autorização da mãe Donivalda Santana Ribeiro e do irmão Dayvison Santana Ribeiro, no último dia 05 de maio,
Advogada Dayliane Santana Ribeiro está internada desde o último dia 05 de maio na Clínica Estância Bela Vista…
Domingos CostaA briga pela venda de patrimônios deixado pelo empresário Demetrius Fernandes Ribeiro, executado com 12 tiros em junho de 2017 no centro urbano de Marabá-PA, pode ser o motivo da internação da advogada maranhense Dayliane Santana Ribeiro, de 37 anos, moradora de Imperatriz, em uma clínica psiquiátrica.
É o que diz o advogado George Washington Silva Plácido, companheiro de Dayliane. De acordo com ele, a advogada que é mãe de gêmeas de 11 anos, não deixa os irmãos e a mãe venderem diversos imóveis deixados pelo seu pai, Demetrius, suplente do ex-senador Mário Couto nos anos 2000.
Dr. George conta que, no último dia 05 de maio, com autorização da mãe Donivalda Santana Ribeiro e do irmão Dayvison Santana Ribeiro, a advogada teve seu quarto invadido no bairro Nova Imperatriz por três homens, foi sedada e levada para ser internada na Estância Bela Vista, uma clínica localizada na região Metropolitana de São Luís.
De acordo com a ficha de internação que o Blog do Domingos Costa teve acesso, a proposta do irmão e da mãe era manter a advogada internada pelo prazo de 10 dias, portanto, até o último dia 15 de maio. Entretanto, já se passaram 25 dias e ela continua na clínica.
formulário assinado por Dayvison Santana descreve que a internação involuntária foi motivada pelo fato da sua irmã ter perdido o controle sobre si, e se encontrar em profunda depressão.
“Dessa forma, nós familiares decidimos em comum acordo por orientação, indicação e encaminhamento de profissional médico psiquiátrico, por medida de urgência interná-la para tratamento mesmo contra sua vontade, visto que está pondo em risco a própria vida e de terceiros”, diz o irmão, na ficha que assinou.
Ocorre que o advogado George Washington, que assegura trabalhar no mesmo escritório de Dayliane Santana, sustenta que são falsas as motivações dos familiares.
Conforme os argumentos de George, “após o divórcio, o pai mudou-se para a cidade de Marabá, no Estado do Pará, tendo construído um patrimônio considerável e vultoso, vindo a óbito em julho de 2017, dessa data em diante, a briga se acirrou por disputa da herança e os irmãos – homens – e a própria mãe passaram a molestar Dayliane, com o objetivo de dispor da maior fatia possível do patrimônio, até chegar ao absurdo de interná-la, com foco a interditar judicialmente”, disse o advogado no Habeas Corpus que impetrou no Plantão Criminal da Comarca de São Luís, o qual foi negado pela Juíza plantonista Marcia Cristina Coêlho Chaves.
George conta, também que, a partir da morte do ex-suplente de senador, Demetrius Fernandes, as desavenças, agressões e insultos verbais e físicos contra a advogada foram constantes, com o desiderato de mutilação psicológica, por parte da mãe Donivalda e dos irmãos (Dayvison e Dayniton). Fatos presenciados pelas duas filhas gêmeas.
“Por causa dessas agressões, em 2018 a Vara da Mulher de Imperatriz concedeu medida protetiva contra o irmão Dayvison Santana e contra a própria mãe, cuja representação criminal fora feita pelo Delegado do Plantão Central da Polícia Civil, naquela ocasião, em 30 de junho de 2018. A decisão está no bojo do Processo nº 494- 50.2018.8.10.0042 (2862-2018)”, completou a defesa de Dayliane.
– Sem celular 
Para George Washington é um completo absurdo a internação da advogada em plena pandemia do covid-19. “Dayliane está em privação completa de sua liberdade e sofrendo sedação e tortura psicológica, sem direito de ter acesso ao próprio celular (99) 984** **03.” completa.
Ele diz, ainda, que a advogada nunca foi processada por qualquer motivo que seja, não é usuária de drogas, não fuma e sequer ingere bebidas alcoólicas. Também, que jamais foi internada em clínica para tratamento psicológico ou psiquiátrico e, ainda, não possui histórico de pertubação mental. E não entende o motivo de tirar ela de Imperatriz e levar para São Luís onde não possui nenhum familiar.
– Delegados abriram inquérito
Diante da denúncia do advogado de Dayliane, pelo menos dois delegados acompanham o caso. Primeiro, a delegada da Polícia Civil Sylvianne Lendra Cavalcante Tenório, da 10ª Delegacia Regional de Imperatriz, enviou um ofício no último dia 07 de maio ao diretor responsável da Clínica Estância Bela Vista no qual solicita com urgência informações sobre a internação da advogada.
“Conforme Boletim de Ocorrência em anexo recebemos denúncia de que a senhora Dayliane Santana Ribeiro foi internada compulsoriamente contra a vontade e de que não existe qualquer motivação para tal fato. Esclarecemos que o fato denunciado pode caracterizar o delito de sequestro e cárcere privado qualificado – praticado mediante internação da vítima em casa de saúde hospitalar – Art. 148 § 1º, e inciso II do CP”, diz a delegada no ofício direcionado à Clínica Estância Bela Vista.
Outro que espera resposta da clínica é o delegado Gutemberg Carvalho Rego, do Plantão Central do Cohatrac, que abriu inquérito para investigar o caso. Ele pede que as informações sejam repassadas ao 21º DP do Araçagi, em São José de Ribamar.
– IBIS
A Estância Bela Vista onde a médica está internada é um centro médico, terapêutico e psicossocial registrado na Rua Oleama, Araçagy – Região Metropolitana de São José de Ribamar. Empresa pertencente ao Instituto Brasileiro de Integração Social, IBIS, o mesmo envolvido em escândalo licitatório de R$ 8 milhões envolvendo secretaria de Saúde de Paço do Lumiar na gestão Domingos Dutra.
– Outro lado 
Com autorização da mãe Donivalda Santana Ribeiro e do irmão Dayvison Santana Ribeiro, no último dia 05 de maio,
O irmão, Dayvison e a mãe Donivalda, eles autorizaram a internação involuntária da advogada.
Blog do DC entrou em contrato com Dayvison Santana Ribeiro, o irmão que assina a internação da advogada. Ele explicou que a ação teve consentimento da sua mãe Donivalda Santana Ribeiro e de outro irmão. “Assinei representando a família. Ela ficou mais tempo em internação para continuação do tratamento”, disse.
O irmão da advogada conta que todos os argumentos do Dr. George Washington são mentirosos e sequer é advogado de sua irmã, porque não tem Procuração assinada por ela.
Ele explicou, também, que possui todos os laudos que comprovam os problemas mentais de Dayliane. “Ela possui Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), tipo 2, e também, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), passou 50 dias sem conseguir dormir mesmo tomando medicamentos e, ainda, sofre de alucinações e ansiedade”, completou.
Dayvison, admitiu que teve problemas com sua irmã por conta de ela ter agredido a sua mãe e que na época da decisão judicial que concedeu medida protetiva em favor de Dayliane, ele obedeceu. “Ela chegou a agredir nossa mãe que ficou com hematomas pelo corpo,” disse.
O irmão da advogada alegou que seu pai deixou uma “herança maldita” com mais de R$ 200 milhões em dívidas, entretanto, admitiu que divide com Dayliane percentual em uma empresa que cuida da locação de inúmeros imóveis deixados pelo seu pai.
“A opção por uma clinica distante de Imperatriz é pelo fato de ser um tratamento humanizado. O celular foi tirado dela porque faz padrão desse tipo de tratamento. E foi decisão da família esse advogado não ter contato com ela para não atrapalhar na reabilitação dela”, conclui Dayvison.

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