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quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Com 30 anos, Mayranne eleva estatísticas de mulheres no mercado profissional no MA


Com 30 anos, Mayranne eleva estatísticas de mulheres no mercado profissional no MA




IMPERATRIZ- Mulher, jovem e mecânica de máquinas florestais. O perfil não é comum no cenário do mercado de trabalho na área de mecânica, mas Mayranne Melo, 30 anos, é exemplo de parte das transformações no mercado profissional, no estado e no país. Em busca do primeiro emprego formal, traçou a rota perfeita e partiu rumo à qualificação técnica. De representante comercial, a primeira mecânica de máquina florestal de campo da Suzano no Maranhão, Mayranne viu sua vida mudar antes mesmo de concluir o curso técnico.

Prestou seletivo com mais de 500 inscritos e foi umas das 40 selecionadas para compor a turma, onde também se formaram mais duas mulheres. Com a capacitação e conquista da vaga, ela ajuda a ampliar o universo de mulheres que buscam qualificação para atividades industriais em todo Estado.

Segundo dados do SGE (Sistema de Gestão Escolar/SENAI), nos últimos três anos, foram qualificadas 39 mil 313 mulheres em todo o Estado, o que corresponde a 32% do número de matrículas. Só no ano passado, foram capacitadas 10.125 mulheres em diversos cursos de iniciação, formação profissional, aprendizagem industrial e técnico.

Com área profissional em alta na região, salário acima da média e com possibilidade real de crescimento no setor florestal, já que hoje compõe a equipe de uma das multinacionais em operação no Estado, na cidade de Imperatriz, ela diz não ter encontrado nenhum tipo de dificuldade no mercado de trabalho de máquinas, que mesmo com avanço crescente de mulheres na busca por essa qualificação, ainda é majoritariamente masculino.

“Sinto-me orgulhosa em quebrar estereótipos e paradigmas e ser a primeira mecânica de máquinas florestais de campo na Suzano a nível de Estado. Eu fui em busca de uma qualificação técnica e hoje estou sendo direcionada para mais um sonho, cursar engenharia mecânica”, diz a jovem.

As mulheres vêm ganhando espaço e notoriedade. No Brasil, o percentual de empresas com pelo menos uma mulher em cargos de liderança é de 93% em 2019, um salto considerável em relação aos 61% em 2018, segundo a última edição da International Business Report (IBR) – Women in Business 2019, pesquisa da Grant Thornton com mais de 4,5 mil empresários no mundo. Quando se trata de cargos de liderança, as mulheres ocupam 25% deles dentro dessas empresas.

Claudia Dias faz parte desta estatística há cerca de 13 anos, ocupando o cargo de liderança em uma fábrica de sorvetes no Maranhão. É responsável por toda a parte administrativa da empresa, e atualmente lidera uma equipe com mais de 60 colaboradores. “Hoje a maioria dos funcionários em cargo de confiança aqui são mulheres, e isso é algo muito significativo para nossa classe e o mercado”, garante.

“Há muitos desafios, em função da divisão sexual no mercado de trabalho que valoriza os trabalhos considerados masculinos e onde a presença das mulheres é ainda mais hostilizada. Portanto, quando as mulheres ocupam essas áreas é sempre uma conquista, um avanço, motivo de orgulho. Mas além de possibilitar a presença das mulheres nesses espaços, é importante que haja medidas de combate às práticas de discriminação para que elas exerçam suas atividades com dignidade”, ressalta a pesquisadora de gênero no mercado de trabalho, Janaina Amorim.

INCENTIVO- As empresas têm contribuído significativamente para essa nova realidade. Muitas vêm reconhecendo o papel e a competência das mulheres nessas ocupações, inclusive promovendo programas voltados para a formação de mulheres em ocupações historicamente masculinas.

É o caso da Suzano, que além do programa de diversidade, é uma das empresas brasileiras que assinou com a Organizações das Nações Unidas (ONU), compromisso que estabelece uma meta de contratação de 30% de mulheres em cargos de alta liderança até 2025 e, opcionalmente 50% até 2030.

De acordo com o Gerente Executivo de Operações Florestais Carlos Alberto Nassur, essa meta fortalece os direcionadores de cultura da companhia, como gerar e compartilhar valor: “Queremos reforçar o nosso compromisso em continuar abrindo portas para que cada vez mais mulheres, negros, pessoas com deficiência e LGBTI+ tenham espaços significativos em qualquer área da companhia e seguiremos adotando práticas de apoio à diversidade que possam inspirar positivamente nossos colaboradores dentro e fora do ambiente de trabalho, contribuindo para um cenário corporativo livre de preconceitos”.


Crédito: Cocev/ Fiema Imperatriz
Fotos: Divulgação
Fonte da notícia:Cocev/ Fiema Imperatriz

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